
O líder do governo Fogaça na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Valter Nagelstein (PMDB), tem defendido o estabelecimento de Parcerias Público Privadas para o setor de água e saneamento, como justificativa para o início de coleta de água no Jacuí. Sustenta que é necessário arrecadar R$ 45 milhões junto à iniciativa privada. Tal posicionamento levanta suspeitas, já que no primeiro mandato de Fogaça foi feito uma reestruturação de cargos e salários que prepara terreno para possível “abertura” do Departamento Municipal de Águas e Esgoto (Dmae).
Ora, privatizar o Dmae é, sobretudo, perverso. É um departamento altamente rentável aos cofres municipais e, além disso, fornece algo inaliável à vida humana. Isso lembra a privatização da Vale do Rio Doce e tantas outras empresas nacionais e estaduais, que FHC entregou a troco de banana. Só para lembrar, a Vale é uma das empresas de mineração mais valorizadas do mundo que, antes, era pública.
Por isso defendemos uma “sacudida” no PT de Porto Alegre, habilitando-o para que faça, novamente, a ocupação do espaço público da cidade defendendo causas justas como o combate a uma possível privatização do Dmae.


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