sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Está esquentando! E o papel do PT?



O ano de 2010 vem chegando e a “coisa” está esquentando. A oposição acusa Lula de antecipar a agenda eleitoral na tentativa de desgastar o presidente e sua sucessora. Porém, cabe a pergunta: será Lula o “culpado” pela antecipação das eleições?

Na pauta política nacional, quem desesperadamente tenta precipitar o debate é justamente a oposição, e de todas as formas. Antes a CPI da Petrobrás, agora a CPI do MST. O criticismo é tal que o fato de Lula visitar as obras do São Francisco parece ter se tornado crime. É tal que esperneiam fortemente por conta do pacto nacional com o PMDB. Até mesmo os recursos de mais baixo nível estão sendo utilizados: na última quarta-feira, Heráclito Fortes chamou o senador petista Eduardo Suplicy de “corno” e “idiota”.

O que se depreende destas atitudes é o temor em vencermos as eleições com Dilma no próximo ano. Não restam dúvidas que com a entrada da propaganda de rádio e TV*, Lula ao lado de Dilma e as conquistas alcançadas por estes dois mandatos, o favoritismo é do campo popular, e não de Serra. Soma-se a isso o fato de que a crise no Brasil foi apenas uma marolinha e os dados voltam a ser positivos, dia após dia. Hoje mesmo, todos os indicadores estão apontando crescimento do emprego e renda dos trabalhadores.

Com esta situação posta, qual o papel do PT? O principal papel é se reforçar enquanto protagonista deste processo. Ao longo dos últimos anos, com a popularidade de Lula em alta, o alvo da oposição foi o PT e a tentativa de aniquilamento do nosso projeto político de país. Não conseguiram, permanecemos firmes. Porém, não podemos entrar numa ampla aliança nacional apenas com a candidata, pelo contrário! Cabe ao PT fazer um forte debate sobre o Programa que norteará a candidatura Dilma. Deve se constituir numa plataforma de avanços para os trabalhadores e o povo e não algo insosso em direção ao Centro.

Alianças sim, mas com protagonismo popular!


*Por conta das possíveis alianças com PDT, PCdoB, PMDB, PR, PRB e PTB, o tempo de TV e rádio com Dilma será, disparado, o maior. Isso sem contar uma possível incorporação do PSB de Ciro e dos outros vários paridos que compõe a coalizão.

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